IMPACTO DA NOVA PRÁTICA CONTÁBIL DE ARRENDAMENTO NOS INDICADORES FINANCEIROS DE EMPRESAS DO VAREJO NO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.53826/2763-7069.v2n1.2021.id32Resumo
Este estudo teve como objetivo verificar como a nova prática contábil de arrendamento por meio da adoção do CPC 06 R2 afetou os indicadores financeiros das empresas abertas de varejo no Brasil, com ações negociadas na B3 (Brasil, Bolsa, Balcão). A nova norma entrou em vigor em 1º de janeiro de 2019 e trouxe uma nova forma de reconhecimento contábil de arrendamentos, pois todos os contratos de arrendamento do ponto de vista dos arrendatários passaram a ser evidenciados no balanço patrimonial como um ativo de direito de uso e um passivo de arrendamento correspondente, diferenciando-se do pronunciamento anterior em que havia a contabilização sistemática do arrendamento operacional em conta de despesa conforme a competência contábil. O setor escolhido para a pesquisa foi o de varejo, pois ele se utiliza de diversas lojas físicas e centros de distribuição. Os aluguéis, de uma forma geral, passaram a se enquadrar nas novas definições de arrendamento dispostas na nova norma. Para apurar o impacto dessa alteração foi feito um levantamento das demonstrações contábeis das 11 maiores empresas do setor varejista e foram calculados os principais indicadores financeiros tais como os índices de liquidez, endividamento e o EBITDA, antes e após a adoção da nova norma. Os resultados obtidos foram submetidos a um teste estatístico de médias não paramétrico, o teste de Wilcoxon. Com base nas evidências obtidas foi possível afirmar que houve mudança significativa nos índices de liquidez geral, EBITDA, índices de endividamento e imobilização, com possíveis reflexos, por exemplo, nos covenants dos contratos.
PALAVRAS-CHAVE: arrendamento, prática contábil, setor varejista, indicadores financeiros.
